6+1 razões para implementar um ERP em tempo de crise

Os benefícios do ERP têm a ver com redução de custos, melhoria no acesso à informação, flexibilização e integração entre áreas, agilização dos processos, em resumo, com tudo o que faz com que uma empresa responda a mais com menos… é difícil encontrar uma altura em que isto seja mais crítico do que durante uma crise económica.

  Nas empresas, como na vida, há por vezes situações que parecem não fazer sentido. O título deste artigo, à primeira vista, poderia ser uma delas.

Na altura em que ele está a ser escrito atravessamos uma época de crise.
As empresas estão a ser afetadas e todos procuram soluções. Qualquer quadrante social, político e profissional comenta, emite opiniões, tem uma teoria. E isto sobre várias áreas de negócio, possibilidades de relações comerciais, diferentes processos teóricos e práticos, ferramentas e recursos, enfim, sobre todos os assuntos que digam respeito às empresas.


Vamos então focarmo-nos apenas no assunto dos ERP.
Se lhe perguntarmos a sua opinião sobre esse tema, também tem uma teoria?

Suponha que lhe pedíamos para resumir numa frase a medida que a sua empresa deveria tomar nesta altura, no que aos ERP diz respeito. Qual seria?
Talvez “Abrandar o investimento neste tipo de software”?
“Adiar todas as atualizações e manter as versões antigas”?
“Cancelar todas as compras, ERP ou outras”?
“Poupar dinheiro e guardá-lo para dias melhores”?
“Despedir colaboradores”?

E que tal:
“Aproveitar a crise e investir num ERP”?

É possível que esta fosse uma das últimas frases que lhe viria à cabeça. Talvez pense que só alguém imprudente a poderia indicar, pois considera esse género de investimento um risco desnecessário. Ou talvez ache que até deve ser um dos primeiros a fazer, mas só no dia seguinte a terminar a crise.

E, no entanto, há muitos empresários que teriam escolhido precisamente esta frase.

Neste artigo procuramos explicar que eles não são assim tão imprudentes. E que poderão estar mais do que certos.
Por isso leia-o até ao fim e analise bem esta ideia, acreditamos que no mínimo vai concordar que ela tem alguma razão de ser.

Aliás, a explicação nem sequer é muito difícil de dar.
Há muitas razões válidas e lógicas para suportar a noção de investir num ERP em tempo de crise.

Senão, veja:

Redução de custos.
Um dos objetivos primordiais da instalação de um ERP – e uma das principais razões para serem requisitados pelas empresas – é o seu potencial para baixar realmente a despesa, nomeadamente através da sua capacidade de melhorar a automatização, a monitorização e a coordenação.
E se qualquer altura é ideal para reduzir os gastos, há alturas mais ideais do que outras. Uma situação de crise económica salta imediatamente para o topo da lista.

Aumento da produtividade e da eficiência.
Esta é outra das bandeiras dos ERP, e é justo que assim seja. A escalabilidade, a parametrização e a acessibilidade dos ERP são ferramentas poderosas ao serviço das empresas e da sua eficácia.
Mais uma vez, consegue lembrar-se de uma altura tão crítica para se ser eficiente como durante uma crise?

Preparação e antecipação.
Quando a economia chegar ao seu próximo ciclo dar-se-ão mudanças na dinâmica dos negócios em geral. Muitas vezes estas até acontecem por impulsos abruptos, à medida que alguns players se retraem mais do que o habitual e outros procuram ser especialmente agressivos.
Seja como for, só os mais preparados vão ser capazes de responder em tempo útil ao novo paradigma. Nessa altura de incerteza, o ERP é um ótimo aliado para aumentar a capacidade de resposta.

Menor necessidade de investimento.
O facto de a economia estar a abrandar significa que todos os setores sentem os efeitos. Muitas empresas optam, ou veem-se forçadas, a baixar os preços e a fazer descontos nos seus produtos e serviços. Isto também se aplica aos fornecedores de ERP.
Esta pode ser assim uma oportunidade para investir em software a um preço mais competitivo do que o habitual.

Adaptação ao mercado e à concorrência.
Se os seus concorrentes diretos estão à sua frente no que à modernização e à eficiência dos ERP diz respeito, eles têm uma potencial vantagem sobre a sua empresa. Mas quando isto se verifica em tempo de crise, a vantagem é exponencialmente maior, mais grave e mais influente junto dos clientes.
Não se esqueça de que os clientes são particularmente exigentes durante uma crise e tendencialmente mais rigorosos assim que ela termina.

Como dissemos, achamos que todas estas noções são válidas e lógicas. Mais, achamos que são razões de peso.

Agora, também é possível que a sua empresa faça uma análise da conjuntura total e chegue à conclusão que estes benefícios suplementares não se vão verificar para o seu caso. Não é que vá ter prejuízos adicionais, simplesmente não terá ganhos extraordinários com uma implementação de ERP em tempo de crise.
Se adicionar a esses fatores um outro, que é o de não ter neste momento esse investimento previsto nem a implementação planeada, então não há razão para que o faça nesta altura economicamente conturbada.

Mas se os fatores forem os mesmos descritos anteriormente, com a diferença de que já tinha a implementação planeada, permita-nos dar-lhe uma razão adicional para investir:

Não abortar planos nem cancelar projectos.
Mesmo que não esperasse que a crise surgisse logo agora que tinha planeado o seu investimento num ERP, o nosso conselho é que para si esta é uma altura tão boa como qualquer outra.
Se nunca é bom abandonar um investimento previsto e desperdiçar o tempo e os recursos despendidos, não é por ser uma época mais difícil que essa regra foi mudada.
Quando a sua empresa necessita de investir em ERP, essa necessidade deve ser prioritária, a crise só por si não deve ser justificação para o impedir.

E repare que até agora falámos sempre em “investir” num ERP. Ou seja, isto não significa apenas comprar um ERP novo.
Para quem já tem um sistema instalado, “investir” pode significar fazer melhorias e adaptações ao sistema actual, actualizá-lo para uma nova versão ou até subir de gama.

Muitas vezes os resultados aparecem quando se segue o caminho do aperfeiçoamento, e não apenas o da compra.
Para ter mais dicas sobre melhoramento e aperfeiçoamento do seu ERP consulte outros dos nossos artigos.

Uma última nota, para dizer que as noções e as razões deste artigo são válidas para uma crise a que podemos chamar “genérica”.
Estes não são argumentos especificamente vocacionados para esta crise – embora pretendam ser naturalmente muito relevantes nos dias que correm. Se são adequados agora, então são-no em geral para qualquer período de recessão ou recuo económico.

Os benefícios do ERP têm a ver com redução de custos, melhoria no acesso à informação, flexibilização e integração entre áreas, agilização dos processos, em resumo, com tudo o que faz com que uma empresa responda a mais com menos… é difícil encontrar uma altura em que isto seja mais crítico do que durante uma crise económica.

O que acha, faz ou não faz sentido?